Náutico é goleado dentro dos Aflitos

O Náutico voltou a decepcionar sua torcida. Jogando em casa e sob pressão, o timbu foi goleado pelo Paraná por 4×1. O Resultado acendeu de vez o sinal de alerta no clube. A equipe caiu para o 14º lugar e está apenas seis pontos na frente da zona de rebaixamento. O timbu vai mesmo ter que lutar muito para garantir sua permanência na Série B do Campeonato Brasileiro.

As coisas já não começaram boas para o Náutico antes mesmo da bola rolar. Minutos antes de entrar em campo o clube achou melhor optar por não escalar o meia Erick Flores. O Problema é que ele tem dois cartões amarelos na Série B e possui um amarelo acumulado da Série B de 2009 quando jogava pelo Ceará. Por medo de escalar o atleta de forma irregular, Roberto Fernandes foi orientado a deixar Erick de fora do jogo. Com isso Jeff Silva entrou na lateral-esquerda e Zé Carlos foi para o meio. Depois de um tempo chegou-se à certeza de que Erick Flores poderia atuar, mas aí já era tarde e o jogo já tinha começado. E tinha iniciado com um atraso de oito minutos pela demora do Náutico de entrar em campo devido à esta confusão.

E oito minutos foi o tempo que o Paraná precisou para consolidar a vitória nos Aflitos. O time veio para a base do abafa e conseguiu dois gols rápidos. Aos seis minutos,  Rodrigo Pimpão cobrou falta cruzando na área, Wanderson subiu mais que os zagueiros e cabeceou para dentro do gol, abrindo o placar nos Aflitos. O Náutico nem conseguiu responder, pois um minuto e meio depois foi a vez de Wanderson lançar Rodrigo Pimpão que chutou na saída de Gledson para fazer 2×0. O Náutico sentiu o golpe. Tentou reagir, mas não teve forças. O Paraná passou a administrar o resultado e jogar nos contra-ataques. E foi assim que chegou ao terceiro gol aos 23 minutos. Wanderson foi lançado, entrou na área e na saída de Gledson tocou novamente para Rodrigo Pimpão que chutou para o fundo do gol.

Revoltados alguns torcedores alvirrubros começaram a deixar o estádio aos 25 minutos de jogo. O Náutico tentou se recuperar. Tomou a iniciativa do jogo, mas não conseguiu chegar com perigo. O Paraná que continuou na base do contra-ataque foi que assustou de novo. Aos 31 minutos Wanderson cobrou falta e Gledson espalmou para escanteio, uma grande defesa. Roberto Fernandes quis dá mais força ao timbu. Tirou Zé Carlos e colocou Bruno Meneghel que retornou ao time após quatro meses machucado. E foi dele a melhor chance do Náutico aos 37 minutos. Ramirez chutou de longe, o goleiro espalmou e no rebote Bruno chutou errado e acertou a rede do lado de fora. E foi o único e último suspiro alvirrubro no primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Paraná veio com a proposta de se defender e segurar o resultado. O Náutico queria uma reação. E por isso o timbu foi para cima. Aos dez minutos Bruno Meneghel fez boa jogada e chutou no travessão. Quatro minutos depois o time alvirrubro finalmente diminuiu o placar. Ramirez pegou um rebote da zaga e de longe mesmo chutou de forma indefensável para o goleiro Juninho. O timbu continuou em cima buscando a reação. O Paraná não conseguia emplacar contra-ataques perigosos. Entretanto o Náutico acabou não conseguindo finalizar com qualidade e quase no fim do jogo sofreu mais um gol. Aos 37 minutos Juninho cobrou tiro de meta a bola foi para Somália na entrada da área, entre dois zagueiros, tocar por cima de Gledson e fazer 4×1 para o Paraná. Era o golpe final e fatal do time paranaense.

 

Opinião

O Paraná venceu por merecimento. Soube ser mais competente em suas poucas chances criadas. Não era a noite do Náutico. Parece que a confusão quanto à escalação ou não de Erick Flores mexeu com o time. A equipe entrou confusa e desorganizada em campo. Melhor para o Paraná que foi rápido e marcou dois gols nos oito minutos iniciais. Foi um golpe fatal no Náutico. O Time alvirrubro teve mais posse de bola, esteve mais tempo em seu campo de ataque, mas não conseguia finalizar. Durante o primeiro tempo só um lance de perigo. Na segunda etapa o timbu ainda tentou esboçar uma reação, diminuiu o placar, mas esbarrou nas suas limitações técnicas. O Quarto gol foi um retrato da desorganização alvirrubra. Dois jogadores foram dividir com Gledson e Somália e ainda permitiram que o atacante paranaense tocasse na bola para marcar o gol.

O Timbu chega para um clássico totalmente abatido, em crise e pressionado. Tem que entrar para vencer se quiser continuar na Série B. O Náutico vai enfrentar dois adversários. O Sport que está em boa fase e ainda o fator de não saber vencer fora de casa. Roberto Fernandes vai ter que trabalhar o emocional do grupo já que vem de duas derrotas complexas e de placares amplos. Além de rever os erros para não cometer no clássico também.

A Zona do rebaixamento está se aproximando. E o Náutico tem que reagir o quanto antes. Os problemas de bastidores como salários atrasados precisam ser resolvidos para estimular esses jogadores. Diretoria, time e torcida tem que se unir nesses jogos finais para evitar um vexame na Série B.

O Timbu volta à campo sábado, 23, na Ilha do Retiro. É o clássico contra o Sport.

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